A Cru do Pexe Frite

A cru mais fish de Setúbal, miga!

Saturday, August 19, 2006

Paredes de Coura '06

DIA 13
NO DJ’s – banda "weirdo"

Dia 13 tivemos direito a alguns DJ’s da Antena 3 para nos animar a noite. Não tomámos muita atenção ao primeiro que passou reggae, fomos só lá para o meio quando o Nuno Calado foi passar música. Digo banda weirdo porque, apesar da boa música que por vezes passavam (Franz, Kaiserchiefs, QOTSA, Blur, etc) que dava para dançar e divertir, havia um ecrã atrás deles a passar um vídeo muito estranho. A certa altura tornou-se pornografia dos anos 70, mulheres em filinha com a cabeça em sítios estranhos… Aquilo tornou-se um bocado spooky com a música por trás, especialmente quando punham a música pumts-pumts. Mas foi bom, pelos pulos do Nuno Calado, pelas danças do casal de graúdos ao nosso lado e, claro, pela boa música que recordei.

DIA 14
Warren Suicide – banda "shake it like a polaroid picture"

Recepção ao campista. Foram cinco bandas ao palco after-hours, mas só assistimos a estes. Foi uma grande surpresa, muito dançável, muita pica, personagens interessantes em palco. A mulher fascinou-me não sei porquê, acho que pela forma como se movia e cantava. O vídeo que passava atrás também era interessante, com bonequinhos estranhos, mas não tão spooky como ontem. Ficou aprovado.

DIA 15
White Rose Movement - Banda “afinal não…”

Entraram muito bem em palco, com um cenário inglês bastante interessante, e um arranque bastante bom, numa actuação que foi perdendo gás ao longo do concerto. Destaque para o vocalista peneirento que só andava empoleirado das monitoras a beber J&B da garrafa e nem sabia ligar o pedal. Andou ali as voltas ate que o baixista foi lá ligar aquilo. De seguida numa das suas danças fabulosas desligou o cabo ao baixo do coitado. Não lhes dou muito tempo de vida. Destaque para a teclista, muito gira no seu estilo vintage-trashy.

Gomez - Banda “genuine bliss”

O meu momento musical mais esperado do festival chegou muito cedo, com o próprio Tom a fazer o soundcheck ao material do percussionista da banda. Lá entraram em palco muito bem dispostos como sempre, com o dito Tom a descalçar as havaianas e a actuar descalço o tempo todo, porque ele ta sempre aos pulos e a dançar (bless). Passaram revista a pontos altos da carreira, deixando de fora alguns clássicos (também, numa hora o que e que se pode tocar?!). O cenário do concerto foi espectacular (como mais tarde o Ian me disse) e eles estavam todos “em casa”. Foi uma actuação irrepreensível a nível musical, tudo tocado na perfeição, os três vocalistas em forma e com a voz de bagaço do Ben a sobressair no meio dos acordes da how we operate, ecoando pelo recinto e provocando-me arrepios. Acabou em beleza com a Whippin Piccadilly da praxe, durante a qual os fans de Gomez que se manifestavam ali a frente fizeram a festa.

Madrugada – banda "surpresa"

Do que tinha ouvido das músicas deles, julguei que fosse um concerto muito calmo e secante como Mogway foi, mas surpreenderam-me com um concerto rock. Tiveram boa presença em palco, cativaram o público, só achei um pouco estranho serem noruegueses como disseram mas cantarem em inglês e uma parte em espanhol… Mas foi, portanto, uma surpresa agradável.




Broken Social Scene – banda "celebração"

Eles são imensos, ouvi alguém dizer ao meu lado que é um conjunto de bandas, o que faz sentido porque estavam sempre a trocar de artistas em palco. A crítica diz que foram os Arcade Fire deste ano em pequena escala, o que eu acredito, também senti uma grande magia e entrega durante o concerto. A Melissa, uma das vocalistas, tinha um ar muito misterioso em palco, cativava a atenção. Foi uma grande festa, com músicas cheias e muita gente junta a celebrá-las.

Morrissey - Banda “bigger than the sound”

Pelas filas da frente só se viam sósias do Moz, aquela poupinha não engana, e t-shirts dos Smiths e dele então nem se fala… Com o recinto bastante compactado de fans sequiosos, lá se começou a montar o cenário do concerto. Um pano de fundo onde seria projectada um retrato de Óscar Wilde, e um bombo com “happiness” aliados as letras dele e posteriormente ao seu movimento em palco vieram reforçar teorias sobre a sua orientação sexual. Lá entra ele e a sua banda, ele de camisa preta e eles de t-shirt igual a dizer Morrissey, vão para a frente do palco onde o Moz os agarra, como quem diz “a banda não sou só eu, são eles também”. Começa com a belíssima “how soon is now” dos Smiths, e seguem-se clássicos velhos e novos, com chuva e problemas com o microfone a mistura. O homem, mais do que cantar (bem), estava bem disposto, mandando piadas (ate sobre a selecção) e lá fazia as suas danças exóticas, chicoteava o microfone e ia despindo camisas que ia mandando para o publico, sendo de seguida despedaçadas. Até que, a meio da Panic, ele diz i’m sorry, goodnight e baza, deixando os músicos aparvalhados, que acabam de tocar rapidamente e bazam também. Go figure. O público ficou a nora, mas diz-se que foi porque o microfone continuou a dar problemas… Cá para mim foi atitude de prima-dona (pela qual ele e tão conhecido). Mesmo assim, fez-se história ali, naquela noite.

Fisherspooner – banda "wow!"

À tarde tinham aparecido no filme que vimos na vila e o efeito surpresa já não foi tão grande, mas não deixou de surpreender. Um rock-electrónico com fatos exuberantes e duas bailarinas sempre a trocar de roupa à nossa vista (pelo menos da minha…). Grande espectáculo visual, a certa altura tivemos direito a chuva de papelinhos vermelhos e depois no fim brancos, o que, como se pode calcular, foi um grande espectáculo para adicionar à chuva que continuava a cair. Muita dança, muito bom espectáculo para encerrar o palco principal. Ah, e não esquecer o grande momento em que o vocalista se pôs de joelhos frente ao guitarrista e tocou guitarra com a boca…

X-Wife – banda "desculpa para saltar quando estás ensopada até aos ossos"

Da forma como estávamos já ensopadas e cansadas, a única forma de aguentar X-Wife no palco After-Hours foi dançar como se não houvesse amanhã. Pelo menos foi o que fiz, assim não sentia as dores nas costas. Tanto eu como a Ana julgámos que fosse melhor, mas confesso que não ouvi a música, limitava-me a perceber o ritmo e a dançá-lo. Deu para divertir e acabar bem a noite.

DIA 16
Vicious Five- Banda “só bazófia”

Muito mau. Next…

Eagles – banda "personagem"


Que personagem!! Quem ainda não conhece o clip deles, façam favor, YouTube, pesquisem Eagles of Death Metal, I Want You So Hard, vale a pena. Foi um grande concerto rock n’ roll como o vocalista nos estava sempre a lembrar. Desde o pessoal da grade até aos que estavam mesmo lá ao fundo, tudo saltou, tudo gritou, todos curtiram imenso o concerto. O homem é mesmo demais, aquele bigode, aquele estilo à cowboy ou motard americano, as referências às ladies, o estilo a dançar. Fez-me lembrar às vezes o Elvis, à Ana lembrou Village People. Sempre a puxar por nós, foi um grande concerto sem dúvida!

Gang of Four – banda "micro-ondas"

Não vimos muito do concerto porque aproveitámos para levar as tralhas para o carro nessa altura, mas do que vimos, foi… estranho. A primeira imagem que tenho é do guitarrista a atirar a guitarra para o chão. Ou melhor, deixá-la cair. E depois vai tocar outra vez. E depois atira de novo, desta vez caiu no fosso e foram lá buscá-la e devolvê-la. Mas, obviamente, a imagem que mais marcou foi um dos músicos a partir um micro-ondas… Deviam ter falta de instrumentos de percussão, então ele pegou um taco de basebol, num micro-ondas, e fez a percussão da música assim. A música em si também foi boa, também cativaram o público, mas o micro-ondas partiu tudo (reparem no trocadilho eheh).

Yeah Yeah Yeahs – banda "my new favourite band"

Que concerto!! Ainda estou overwhelmed com os YYY! Que mulher! Aquelas danças, aqueles movimentos lentos seguidos de pulos, aquele cuspir de água para o ar (ai que sede que eu tinha na altura!), aquela roupa… A música é uma tentação irresistível, tens de saltar e dançar, acho que foi o concerto em que mais pulei naquele palco. Ver o público todo a colaborar com a banda, e, mais ainda, o riso dela quando percebe o público fantástico que tem, o sorriso, é fantástico. Cada vez que oiço YYY agora, sinto-me tão bem como senti lá. Choveu um pouco na altura, o que ainda tornou mais mítico o concerto. They’re my new favourite band, for sure!! Karen O!

Bloc Party - Banda “revelação”

Acho que todos estão a par da minha aversão a Bloc Party. Pois bem, continuo sem lhes achar piada em álbum, mas a actuação deles em paredes foi de se lhe tirar o chapéu! O som estava muito bom, e eles estavam a tocar bastante bem, e o Kele estava mt afinado. Entraram com uma nova, e tocaram a Banquet (musica da vodafone para quem não sabe) logo passado uma música, situação que eu e a Ana estranhámos. O Kele Okereke estava muito bem disposto, simpático e conversador. No meio de muitas brincadeiras com as guitarras, houve tempo para agradecer a presença de todos apesar da chuvada, pois os portugueses não tem medo dela como ficou provado, e depois de expressar o seu desejo de querer ver 25 mil pares de mãos no ar, nós fizemos-lhe a vontade. Foi bonito. Eles sabem como por o povo a mexer. E o povo saltou, bateu palmas, dançou a maluca. E eles estavam verdadeiramente agradecidos. Foi engraçado quando alguém mandou um impermeável para o palco, o Kele vestiu-o e assim tocou as duas últimas músicas do encore, dedicando ao autor de tal oferenda a ultima música. Ergo assim a bandeira branca, eles não são maus ao vivo…

We Are Scientists - Banda “What the…?!”

WAS foi a ultima banda que vimos no festival. Entraram logo com uma chalaçazinha em que faziam trocadilho com bloc e party, e o facto de ainda estarmos ali a fazer a festa… as pessoas estavam todas com cara de “ah ah ah, bue graça”. Mas não se ficaram por essa. Ou pegavam umas musicas às outras ou quando faziam pausas era para mandarem piadinhas fáceis, mesmo de levar as mãos a cabeça… Tal como os BlocParty, tocaram a mais conhecida logo de inicio, levando o publico a saltar ao som daquele refrão tão ranhoso… Tirando uma ou duas musicas do cd, o concerto foi apenas morninho. Destaque para o jogo de pés do interessante Keith Murray, e para as suas dançazinhas caricatas. Acabaram com a The Great Escape, a melhor música do concerto.


por: Laura Brown e Lee Jaxsam

Wednesday, August 02, 2006

Sugestão pra sexta-feira

E que tal antes do Tasco, relembrarmos os bons velhos tempos de Charlot, com o "Pular a Cerca" ? Deve ser giro! :p depois do filmezinho infantil, iamos ser rebeldes pra noite lol quem concorda com os planos?